Tudo o que preciso dizer sobre 13 reasons why

Hey pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje terminei de assistir a nova série da Netflix: 13 reasons why, ou Os 13 porquês. A série é baseada em um livro publicado em 2007 pelo escritor Jay Asher e conta a história de Hannah Baker, uma garota que comete suicídio e deixa 7 fitas gravadas com as treze razões que a levaram cometer tal ato. A história é contada a partir da visão de Clay, um adolescente, amigo de Hannah, que certo dia recebe as fitas, descobrindo que é um dos motivos que levaram ao suicídio da garota. Com isso, Clay vai ouvindo as fitas, descobrindo quem são os outros culpados e tentando fazê-los pagarem pelo acontecido.


Logo que terminei o último episódio, soube que deveria escrever sobre a série, não sabia exatamente o que falar sobre ela. Comecei a pensar e percebi que, desde que assisti ao primeiro episódio, eu já percebi: todos os dias, estamos nos dois lados da moeda. Uma hora somos Hannah, outra somos Justin, Jessica, Alex, Bryce, Clay e tantos outros nomes. Uma hora, gravamos a fita, outra estamos nela. E isso não acontece apenas quando somos adolescentes, quando estamos na escola. Acontece no dia-a-dia, na faculdade, no ambiente de trabalho. Acontece quando não acolhemos alguém novo no ambiente e que precisa se enturmar, acontece quando olhamos e repassamos fotos tiradas sem autorização, quando invadimos a privacidade de alguém, espalhamos boatos, falamos mal, fazemos fofocas e tantas outras coisas que fazemos "inocentemente".


Em uma sociedade onde precisamos o tempo inteiro provar que merecemos estar ali, que se preocupa mais com nossas curtidas no Facebook do que com nossa vida real, precisamos cada vez mais olhar um pelos outros. Precisamos estender a mão a quem precisa, precisamos procurar ajuda se as coisas não estão fáceis. Em uma sociedade onde os jovens procuram jogos suicidas, e ouvimos dizer que é "falta de chinelada", nós precisamos conversar sobre suicídio e depressão. Depressão não é falta de chinelada, é falta de cuidado e de atenção. Podemos até achar que os jovens não têm problemas, mas não podemos nos esquecer que na adolescência, também nos sentíamos assim, como se tudo acontecesse conosco, como se as coisas nunca fossem ter fim.


A série veio em uma hora maravilhosa, acredito que todos devam assistir, principalmente quem convive diariamente com jovens, pais, professores e os próprios adolescentes. Mas como falei anteriormente, a história não se repete apenas entre adolescentes, o que acontece é que, talvez, adultos tenham maior maturidade emocional para lidarem e resolverem seus problemas.




E outra coisa que não podemos esquecer: todo mundo, todos os dias, enfrenta uma batalha da qual nós não temos noção. Nosso problema não é maior do que o de ninguém e cada um sabe o quanto pode suportar, por isso, ao invés de apontar o dedo vamos começar a praticar o estender das mãos. Estamos todos juntos nesse mesmo barco.

Beijinhos, e até logo.

Imagens: Tumblr

Júlia Wentz dos Santos

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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