Resenha: Depois do Fim

Hey pessoal, tudo bom com vocês? Quem me acompanha e me conhece a mais tempo sabe o quanto eu amo e admiro o trabalho do Daniel Bovolento, autor, publicitário e criador do blog Entre Todas as Coisas. Já faz um tempo que fiz aqui no blog a resenha do primeiro livro do Daniel, o Por onde andam as pessoas interessantes? e agora, trago pra vocês a resenha do seu segundo livro: Depois do Fim.


Publicado pela Editora Planeta em 29 de julho de 2016, o livro conta com 50 crônicas, distribuídas em 222 páginas. Cada crônica inicia-se na página ímpar (direita), sendo que à sua esquerda (página par) encontra-se uma frase marcante do texto que a segue. A diagramação é impecável, lembra muito a do livro anterior, porém reformulada e mais moderna, e unida à qualidade do papel, torna a leitura do livro um processo ainda mais agradável.

Sinopse:
Como fica a minha vida depois de você? Como é que a gente faz para esquecer alguém? 

Os primeiros vestígios do fim, as despedidas, deixar alguém, ser deixado, o recomeço, a necessidade de se acostumar a viver sozinho de novo, os flashbacks, as ligações de madrugada, a falta que persiste, os novos encontros, os velhos encontros, a gente encontrando a gente, um mundo novo surgindo, a luz no fim do túnel. Em Depois do fim, Daniel Bovolento conta a trajetória de todo mundo que terminou alguma coisa e tem que aprender a lidar com as diferentes dores e superações de quem perdeu um amor. 
São 50 textos em que se misturam crônicas e desabafos sobre recomeço, aprendizado e a esperança de um novo final feliz. “Cada um de nós encontra uma maneira diferente de encarar o fim. Cada um de nós passa por fins diferentes, por mais que tenhamos tido histórias parecidas.”
O que acontece depois do fim? Por que ninguém nos conta, de verdade, o que acontece quando decidimos ir embora, ou ficamos amarrados no cais? Qual o momento em que nos agarramos a uma corda e conseguimos sair do limbo? Quando um relacionamento termina, zilhões de perguntas nos passam pela cabeça, simplesmente não conseguimos entender como vai ser a vida deste ponto em diante, não sabemos nem se há vida a partir daí. Ninguém nos fala nada além do "vai passar", ou o velho "você não pode ficar assim, tá na hora de sair dessa", mas o que ninguém nos fala é que cada um tem uma maneira de atravessar a correnteza que é o término de um relacionamento: alguns nadam bravamente contra a corrente, outros preferem se deixar levar por ela, e assim vai. Na verdade, nunca sabemos o que vai acontecer quando um relacionamento termina. Independente de quem termina ou o porquê, só sabemos que teremos que atravessar o rio sozinhos. 

De vez em quando, seremos essas pessoas que deixam pessoas ótimas irem embora porque alguém feriu a gente

A temática do livro é simples e delicada: relacionamentos. Ou melhor, o fim deles. Cada pessoa encara os finais de uma maneira diferente, mas nunca é uma tarefa simples tampouco indolor, e o livro nos mostra justamente pessoas diferentes passando por essa fase, cada qual a sua maneira. A escrita do Daniel é impecável, sensível e penetrante, fazendo com que na hora da leitura, os sentimentos do narrador sejam, também, do leitor. 

Ao percorrermos as páginas do livro, uma hora somos abandonados a ver navios, outra hora somos quem partimos. E nem por isso nos colocamos em posição de vítima ou vilão, sempre somos alguém tentando superar algo utilizando dos mais variados artifícios. Com suas palavras, Daniel nos coloca nos dois (ou vários?) lados de uma mesma moeda, e vai conduzindo a leitura através de desabafos, cartas, diálogos e súplicas, passando pelas diversas nuances de um término.

Acabou e eu te guardo com carinho nos traços, nos quartos, no jeito de rir que eu peguei de você.


Cada crônica vêm acompanhada por uma música que a completa de uma maneira tão intrínseca, que se ouvirmos a trilha sonora do livro em conjunto com os textos, nos pegamos dançando uma valsa doída, e bonita. O sentido das crônicas é amplificado com as músicas escolhidas, fazendo da leitura uma verdadeira viagem sentimental.

Quase não me lembro mais da lista de compras, quase não me lembro mais de como era com você.

Mais um daqueles livros para ler e reler, deixar na cabeceira da cama, levar na bolsa, na viagem, pra qualquer lugar. A leitura é fácil, leve e fluida, e a cada nova crônica, conhecemos uma personagem diferente.

Enfim, surpreendente, emocionante e extremamente realista. Exatamente o estilo do Daniel.

Já leu ou ficou com vontade de ler? Me conta nos comentários!

Beijinhos

Júlia Wentz dos Santos

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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