Os melhores livros que eu já li

   Livros são uma das minhas grandes paixões e essa história de amor começou muito antes de eu saber ler, quando eu pedia para que meus pais contassem história atrás de história para mim. E depois que aprendi a ler, esse amor pelos livros só aumentou, foram inúmeros livros lidos, devorados. Alguns deles ficaram marcados e se destacam para mim como "Os melhores livros que eu já li", não posso dizer que são REALMENTE os melhores, mas com certeza, quando eu penso em livros, esses logo vêm à minha cabeça.

Cilada

   Sinopse: "Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior.. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida."

   O livro é extremamente envolvente e, confesso, me ganhou pela capa. O suspense, para saber se Dan é realmente o culpado pela morte da menina, é o que nos prende à trama do início ao fim. O livro muda a nossa forma de pensar sobre os diversos assuntos que ele abrange, como fé, amizade, luto, perdão e culpa. Um livro extremamente complexo em questão de história, mas de uma leitura muito simples. Li esse livro a mais de 5 anos e a história dele ainda me deixa extremamente apaixonada.

Palavras envenenadas


   Sinopse: "Às vezes, a verdade permanece oculta na escuridão e só aparece ao se abrir uma janela. O que aconteceu com Bárbara Molina? Seu corpo nunca foi encontrado e jamais conseguiram provas para deter nenhum culpado. Uma ligação, para um celular, coloca o destino de muitas pessoas de cabeça para baixo: um policial que está para se aposentar, uma mãe que perdeu a esperança de encontrar sua filha desaparecida, e uma garota que traiu sua melhor amiga. Palavras Envenenadas é a crônica de um dia que passa rapidamente, lutando contra o tempo e protagonizado por três pessoas próximas a Bárbara Molina, que desapareceu misteriosa e violentamente quando tinha 15 anos. Um enigma que, depois de 4 anos sem ser resolvido, começa a ser desvendado com novas provas. 
   Uma história de suspense e mentiras, segredos, enganos e falsas aparências que aponta alguns mitos inquestionáveis."


   Me apaixonei completamente por esse livro, tanto que meu Tumblr passou a se chamar Palavras Envenenadas assim que eu terminei de ler o livro. O livro é suspense do início ao fim e é contado segundo o ponto de vista de pessoas próximas à personagem e (micro-spoiler agora) todas elas são suspeitas do desaparecimento da menina. O livro me prendeu, não consegui parar de ler até tê-lo terminado e descobrir o que realmente havia acontecido com a menina, e gente, o final é realmente surpreendente. 

A menina que roubava livros



   Sinopse: "A Menina que Roubava Livros - A Menina Que Roubava Livros - A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.
A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público."

   Este livro pode ser um tanto clichê e sei que muita gente já leu, mas, honestamente, ele merece estar aqui.  O modo como a história é contada, pela morte, é muito inteligente e dá um ânimo diferente para a história da menina Liesel. Além de mostrar o lado cruel da Segunda Guerra, a história também mostra o quão esperançosas eram aquelas pessoas, apesar de tudo. Logo quando acabei de ler o livro, eu soube que ele deveria virar filme, até que veio a notícia: O filme seria lançado. Assisti com grande expectativa, mas a decepção, confesso, foi grande. O livro é trocentas vezes melhor.

A cabana


   Sinopse: "A Cabana - A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, "A Cabana" invoca a pergunta: "Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?" As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele." 

   O tema religioso desse livro faz com que muitas pessoas passem longe dele ou desistam da leitura pela metade. Eu, particularmente, gostei muito. Deus está presente neste livro como uma personagem muito diferente da qual estamos acostumadas, ele se torna um ser real e um tanto quanto diferente da ideia pregada pelas igrejas e religiões mundo afora. Achei extremamente interessante a maneira como o tema espiritual é abordado sem ficar chato ou pesado, a história é muito boa e sim, certamente é um livro que pode te fazer pensar diferente. Não vai te tornar um  devoto, com certeza, mas vai te fazer olhar com outros olhos para muitas coisas, mas principalmente para dentro de si. É o tipo de livro que você deve ler várias vezes na sua vida, em fases diferentes. Eu li a uns 3 anos atrás e logo lerei novamente. 

Dragões de Éter (trilogia)

   Sinopse: "Com diversas referências contemporâneas, que vão de séries como Final Fantasy a contos de fadas sombrios, passando por bandas de rock como Limp Bizkit e Nirvana, o autor constrói, com extrema habilidade, uma narrativa em que romances, guerras, intrigas, fantasias e sonhos juvenis se entrelaçam para construir o final poético desse fantástico quebra-cabeça. Essa obra, que é a estréia do roteirista Raphael Draccon na literatura, combina fantasia, história antiga e aventura na medida certa, de uma maneira revolucionária em relação aos demais livros do gênero."

   O que falar dessa trilogia que mal conheço e já considero pacas? hahahaha Gente, terminei de ler essa trilogia não tem muito tempo e não tenho palavras. Raphael Draccon é um autor brasileiro do gênero da literatura-fantástica e Dragões de Éter foi a estréia do autor, e com grande estilo. Os livros misturam ficção, fantasia, romance, ação... Os conflitos são muito bem elaborados, as cenas são descritas com uma riqueza de detalhes que te fazem ir de cabeça para dentro desse mundo encantado. As personagens têm histórias de vida que se confundem com contos de fadas, cada um tem sua própria história e suas vidas se entrelaçam, deixando a história muito emocionante. O autor tem um jeito muito particular de contar as histórias, eu me senti como se estivesse conversando com ele enquanto comia pizza ou algo assim, sem falar nas frases mais "filosóficas" que aparecem quando alguma personagem está passando por um conflito pessoal. Confesso que o final me decepcionou um pouco, pois imaginava um final diferente para algumas personagens e também esperava um desfecho para a história, porém, em entrevista, o autor falou que preferiu deixar algumas coisas em aberto justamente para que os leitores pudessem imaginar a continuação para este mundo de éter, bruxas, fadas, dragões e muitos outros personagens fantásticos!

   Qual desses livros você já leu ou ficou com muuuita vontade de ler? 
   Beijos, até logo!


Júlia Wentz dos Santos

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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