Som da solidão

A ânsia de falar vai rasgando minha garganta, pouco a pouco. O silêncio da minha voz ecoa na minha cabeça, e entra em choque com o volume dos meus pensamentos. Sinto-me só, como uma estrela fora da constelação, que brilha, mas brilha sozinha.
Um dia, hei de entender o que acontece, qual o problema que faz com que eu afaste as pessoas ao meu redor. Gosto do silêncio e da tranquilidade, verdade, porém não sou só silêncios. Guardo minhas melhores palavras e os melhores conselhos que se pode dar à alguém, para possíveis amigos não-imáginários e os abraços mais apertados para um par de braços que não me julgue por ser que eu sou.
Talvez, meu maior defeito seja a calma demasiada, hoje em dia as pessoas procuram "parceiros do tendel" e não por boas conversas regadas à comidinhas ou um filme de pijama. É que eu sinto falta do tempo de escola, das amigas que juraram ser pra sempre e hoje...
Eu não me sinto à vontade sendo só, e por ser só vou crescendo e cantando sozinha, como diz aquela música "e sendo só, os meus discos posso ouvir", mas é que é tão bom compartilhar a música favorita com alguém, compartilhar um sonho, uma viagem, uma festa que seja. Nada disso me pertence.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

2 comentários:

  1. É complicado quando bate a vibe de se sentir só. Ando nessa também, parece que as palavras me fazem uma companhia maior e melhor que muita gente. Não sei se somos diferentes ou só nascemos na época errada, quem sabe? rs
    Beijos rimados pra você

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    1. Oi Vih, tenho essa impressão também, de ter nascido na época errada! Obrigada por visitar. Beijos!

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