Amor que transforma

Encontrei o meu amor na esquina mais escondida da vida, em uma noite fria, daquelas em que os pássaros se escondem e as corujas não saem. Encontrei o meu amor no silêncio que ecoa na cabeça dos calados e silencia os falantes. Encontrei o meu amor no amargo da bebida que queima a garganta em um lugar onde ninguém se reconhece.
Encontrei o meu amor dentro do sonho mais profundo, daqueles onde se escondem os maiores temores da vida e se mostram os mais perversos arrependimentos. 
Mas encontrei o meu amor em meio à tempestade e fez-se sol, abriu-se o céu em cores e mostrou o lado claro da escuridão. De um verso silencioso fez-se canção, do frio fez-se o calor que aquece a alma. Encontrei meu amor dentro de um livro vazio e transformei-o em poesia, das mais profundas angústias, criei o que há de mais belo nesse mundo. 
E se a gente percebe que sempre há uma saída, uma porta de fuga, daquelas corta-fogo, para fugir do passado e viver plenamente o presente e desenhar no papel novos planos para o futuro, a vida anda e o amor acontece.
Encontrei o meu amor enquanto tudo o que eu queria era apagar as luzes da cidade e adormecer profundamente, e, hoje, tudo o que eu mais quero é poder acordar em um sábado de sol.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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