Sobre lembrar e voltar

Sempre vai haver uma rua, uma avenida ou uma estação que me leva até você. Sempre vai haver uma música, um filme ou um livro que me lembrem você. Um personagem, um homem em algum lugar que seja parecido com você. E nesse seu vem e vai, vem e vai, vem e vai, eu continuo sempre aqui.
E depois, eu deito em minha cama e te trago pro meu lado, como nos velhos tempos. Você lembra? Parece que foi a muito tempo né? Mas não foi. Você me parece tão distante, parece que nunca mais poderei vê-lo novamente. Me dói tal pensamento e me leva direto pra última vez em que o vi. Chorei, e como chorei. Chorei pois sabia desde o início que aquele era o início do fim. Ou a metade, ou o desfecho. O tão temido desfecho pra um amor que parecia ser inquebrável, indestrutível e até inseparável. O que aconteceu, foi que na verdade ele foi irreparável, e sabe-se lá Deus porque um dia, ele quebrou.
Olha, eu sei que minhas palavras não recuperam nada, e eu sei que você pode achar isso meio masoquista de minha parte, mas não é. Escrevo para que possas saber, que de uma forma ou outra você está presente nos meus dias, em todos eles. Nem que seja na hora de por a cabeça no travesseiro e lembrar. A madrugada é um tanto cruel, não achas? Sempre derramei meu pranto sobre ela e mesmo assim sempre fiz questão de deitar a cabeça no travesseiro e reviver um momento com você. Quase sempre são os mesmos, no geral recordo-me de dois ou três em especial. Todos felizes e simples. Simples porque, de fato, os momentos mais felizes são os mais simples.
Sempre vai haver um lugar, um cheiro, uma comida que me lembre você. Mas hoje eu sei, que poucas são as coisas que te trariam de volta para mim. E as minhas lembranças, lágrimas e palavras não o trazem. Isso eu já aprendi.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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