Sobre a efemeridade da vida e a fugacidade do tempo

E de repente a gente acorda e tá tudo bem e a manhã acaba e você recebe uma notícia. Uma notícia triste, sabe? Aí a gente percebe o quanto a vida é rápida e que num piscar de olhos as coisas mudam. Mudam porque o tempo passa, porque ninguém está aqui permanentemente. É tudo provisório, nada dura pra sempre e tudo, tudo muda. Mesmo que algumas pessoas não sejam essenciais na tua vida, mesmo que vocês não sejam grandes amigos, sejam apenas conhecidos, cada pessoa muda a tua vida. De um jeito ou de outro, uma palavra que ela troca contigo te acrescenta um livro inteiro de coisas - sejam elas boas ou ruins.
Aí o tempo passa, as coisas acontecem e você sente o peso, o peso de cada coisa que você não fez, de cada palavra que você não disse, de cada riso que você não deu. A gente sente o peso das pessoas que a gente não conheceu bem - e nem vamos mais -, a gente sente o peso das musicas que não ouvimos, dos sentimentos que reprimimos e dos amigos que deixamos pra trás. Porque tudo isso pesa, pode ser que demore, pode ser se seja aos poucos, mas pesa.
Hoje eu já carrego o peso de muita coisa, e é por isso que eu escrevo. Escrevo pois em cada letra, consigo aliviar um pouco do peso - ou talvez encontrar forças para carregá-lo -. Hoje, eu escrevo para dizer - por mais clichê que seja - que a vida passa e que a gente só tem uma vida e cabe a cada um de nós cuidar de sua própria vida, mas que ninguém é sozinho e autossuficiente. Escrevo, hoje, pois um dia me dissestes que eu escrevia bem e encontrei nessas palavras a maneira mais simbólica e sutil de descarregar o peso que está sobre meus ombros agora. Um peso que tomei sabe-se lá porque, mas tomei e agora é tarde. Já é meu, quanto tempo durará não sei, mas descarrego-o um pouco agora nas entrelinhas deste texto. Aproveito para me redimir por nunca ter procurado uma conversa, um sorriso ou seja lá o que foi que faltou e trouxe esse peso, porque uma única vez fizestes isso e eu nunca mais tentei. Porque o tempo passa, o tempo corre e as pessoas passam. A vida passa.  Simples e natural. Porém absurdamente triste.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

2 comentários:

  1. PARABÉNS ,MUITO BOM REFLETIR SOBRE AS COISAS, AINDA MAIS SENDO JOVEM ! BJS

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