Amar, amor, amei, amarei

E quando ele me olha, cria ao redor de mim um campo de energia boa. E quando sorri pra mim, transforma meu mundo em um paraíso. E quando ele me abraça, meus pés se soltam do chão e minhas asas ganham vida. Porque quando ele fala, a voz dele me contagia e meu coração bate na sintonia da voz que sai da boca dele.
E eu me pergunto onde foi que eu errei, depois de tantas promessas inacabadas, deixei meu coração pra cuidar de outro. Deixei meu coração no piloto automático, fazendo só o que ele deve: bater. Cuido de outro porque assim me sinto viva. Cuido de outro porque amo, mas amo racionalmente, sem loucuras, desespero e aquela coisa toda que eu tinha com ele. Entreguei meu cérebro de presente, e não o coração. Coração não ama, coração sofre, cérebro ama, cérebro sente, cérebro pensa.
Por amor é que eu já não sofro. Deixei de lado tudo aquilo que me fazia chorar. Deixei pra trás aquele dos cabelos de anjo, o com cara de popstar e aquele que fazia sucesso com todas. Deixei pra trás também aquele que disse que voltaria, mas nunca mais apareceu e aquele disse que estaria sempre aqui, mas na verdade nunca esteve. Deixei pra trás porque agora eu só quero o que está na minha frente, quero o que me faz sorrir e aquele que esteve aqui muito antes de eu imaginar. Quero aquele que disse que ia embora, mas não o fez.
Quero aquele me faz feliz só por estar ali, que veja que o mundo é bonito nas coisas mais simples. Que o amor transparece nos olhos, na pele, no sorriso, transparece até no dedinho do pé, porque amor é energia, é sentimento, é hormônio. Amor é tudo e mais um pouco.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

Um comentário:

  1. Que possamos sempre buscar esse verbo no gerúndio: amando.

    O que só é possível, pelo visto, quando na sua forma icondicional...

    Beijo!

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