Prédio condenado.

Por você eu iria longe. Pra ir longe com você eu faria o possível e o impossível. E hoje eu me pergunto onde estão nossos planos, onde foram parar nossos sonhos? Em qual esquina da vida eles se perderam? Minha alma anda fraca e o coração anda chorando por eu não saber onde encontrar os pedaços que sobraram de nós. E a pele reclama, a pele reclama a falta da sua, mas meu coração reclama mais.
E eu ando com urgência em saber o que acontece aqui dentro. E eu preciso esperar essa fase passar pra eu saber do que eu preciso. Eu preciso que essa fraqueza passe pra eu poder ter certeza se é falta ou se é saudade.
E se for saudade eu vou atrás, eu vou atrás do que me faz feliz. Saudade seja lá do que, saudade de você ou saudade de quem eu era com você. Eu vou dar um jeito, o meu jeito de melhorar tudo. E eu prometo, se for de você, amar você do jeito certo, fazer tudo dentro dos conformes pra que você nunca mais tenha que ir embora, pra que eu nunca mais tenha que prantear a sua ausência.
E eu sei que eu posso escrever milhares de textos, ouvir nossas musicas milhares de vezes que não vai ser isso que te trará de volta, não serão essas coisas que vão tirar de mim o peso da dúvida, ao contrário, tais só atam mais fortemente o nó na minha garganta. E sabe o que me deixa pior ainda? Saber que eu tinha o mundo nas mãos e o joguei pra longe, saber que eu mandei você pro espaço. E a minha liberdade se transformou no meu pranto. E o riso virou água e a alegria virou dor.
Faz um dia que trago comigo essas incertezas, um dia em que o que eu mais desejo é acordar desse sonho e voltar o tempo que for preciso pra consertar tudo, eu poderia voltar um ano, dois, eu poderia voltar até o dia em que te conheci para que eu pudesse fazer tudo do jeito certo. Para que eu nunca tivesse dúvidas quanto a nós. Mas eu não posso, e agora o que me resta é ficar aqui, esperando as respostas que talvez nunca cheguem. Esperando por você, que talvez nunca volte. Esperando por mim, que talvez nunca mais volte a ser quem eu era. Mas acredite, eu estou tentando melhorar, e com ou sem você eu vou ser melhor do que eu fui no dia do adeus. E com ou sem você eu vou vivendo, juntando as migalhas e tentando me encontrar novamente.
Talvez eu esqueça de todos os nossos planos, talvez eu os guarde aqui dentro na esperança de realizá-los um dia, talvez um dia eu construa uma casa na serra, como a dos nossos sonhos, e encha as paredes com fotos nossas, e aquele será o meu santuário de você. Talvez eu more em um apartamento em uma cidade grande junto com outro alguém e apague tudo o que ficou de você. Talvez eu supere essa fase tão rápido quanto a chegada dela, talvez eu só supere quando eu ter a certeza de ter você de novo.
E enquanto eu vou convivendo com os talvezes eu vou tentando consertar todos os meus buracos, goteiras e rachaduras, para qualquer que seja o me futuro, eu possa estar inteira e estável, sem perigo de desabamento, pois em prédio condenado ninguém pode entrar.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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