Eu achei que tivesse acabado com você em mim, mas na verdade é você que continua acabando comigo. Eu te odeio tanto, mas tanto. Mas odeio mais ainda por ainda te querer, por ainda te sentir meu. Te odeio por todas as lágrimas e pelo teu beijo que é doce. Te odeio por eu não conseguir me apaixonar. Te odeio por você ser a culpa de todos os meus relacionamentos frustrados, por eu achar que com você daria certo quando não deu. Te odeio por nunca ter tido você. Mas não é só o ódio, é a vontade. A vontade esmagadora de prender você dentro do meu guarda roupas. A vontade de grudar você nos meus cadernos, de escrever você nas minhas linhas. A vontade de vestir você no inverno, de pintar você na minha parede. Não vou fingir imunidade, nunca tomei vacina contra você, no máximo um soro. Mas o efeito do soro não dura no organismo. Eu nunca criei anticorpos contra seus olhos, seu sorriso, ah sorriso. E olha que eu tento, eu juro que eu tento, mas a ideia de ter você pra mim é tão real, tão viva que eu esqueço de tudo. Por culpa sua eu não me apaixono mais, por culpa sua meu coração está fechado e a chave está no seu bolso, mas eu não quero que você entre achando que a casa é sua, o coração é seu e que pode bagunçar do jeito que quiser. O que eu quero, de verdade, é que você me devolva a chave que me pertence, para que eu possa abrir meu coração e deixar entrar alguém que queira realmente ficar. Eu não quero mais querer você.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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