E a vida andava meio escura, meio cinza. E o céu se coloria de todas as cores do espectro, que agora estavam em tons de cinza. Pega-se o pincel e colore-se o mar. Pega-se o papel e escreve-se a felicidade. Assopra-se e cria-se o vento no litoral. Unem-se as mãos e cria-se a cumplicidade. Cria-se assim o mundo, o meu mundo. Depois de tantas caminhadas e desencontros tenho aprendido a dar mais e menos valor às coisas. Mais ao que merece, menos ao que não corresponde às minhas expectativas. Disseram-me que nunca me viram desse jeito, com todos os botões ligados e o coração meio pendurado. Pendurei-o para secar as lágrimas que caíram sobre ele uma vez. Liguei meus botões para que não perdesse nada, para que eu nunca esquecesse que lá no fundo pode existir alguém.
Talvez você tenha chegado agora, talvez ele chegue num futuro mais distante, mas apesar de todos os desencontros vai haver, um dia, um encontro que para o qual valha tudo a pena. E agora eu digo a você, meu presente, não me machuque, eu apostei minhas fichas em você, eu me mandei estar com você para poder dar um tempo ao meu coração sofrido. Eu gosto de você e quero que você goste de mim, então não me machuque. Já disse uma vez que estou nos dando essa oportunidade, oportunidade de acreditarmos que podemos ficar juntos -e bem.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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