e traga de volta vento, por favor.

E as palavras já não eram necessárias, visto que ninguém as entendia. E o pranto já tornara-se silencioso, visto que ninguém se importava. E os gestos tornaram-se imperceptíveis, visto que há muito já não eram sentidos. Apenas sobrou o amor, visto que esse não passara, e não passaria.
E os passos lado a lado foram trocados por caminhos distintos, e as mãos entrelaçadas tornaram-se mãos solitárias que flutuavam pelo ar nas danças das noites. Os abraços caíram em em outros braços.Nada era como antes. O brilho de seus olhos fugira, dando espaço a olhos vazios que admiravam o horizonte, implorando baixinho pro vento trazer seu amor de volta. O amor, a antiga vida, a felicidade, a cumplicidade, o aconchego.
Sabe que no fim as coisas se a jeitam, se não dá se um jeito. Jamais deixaria partir novamente aquele que jamais partira de seu coração.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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