Tua.

Gruda em mim? Mas gruda e não desgruda mais. Me abraça e sorri daquele jeito pra me provocar? E se eu tentar sair, me puxa pelo braço e diz que eu sou tua? Porque eu sou tua mesmo, não quero mais esconder isso de ninguém, muito menos de ti.
Deixa eu te fazer feliz, nem que seja por um segundo? Deixa eu te beijar, nem que isso seja o fim do mundo?   Eu não vou te prometer nada, promessas criam expectativas e expectativas não superadas  geram decepções e corações partidos. O que eu menos quero agora é partir teu coração. Eu me odiaria se eu te fizesse sofrer. Eu tenho as melhores intenções do mundo para contigo, e eu sei que tu não és completamente imune a mim, eu sei que tu sentes alguma coisa por mim, mesmo que tu não queiras ficar mostrando por aí.
Me abraça e me protege? Cuida de mim com carinho? Canta uma música pra eu dormir? Seja completamente meu e eu serei completamente tua, porque eu tenho um desgosto pelas metades. Eu gosto das coisas inteiras, das pessoas inteiras. Eu gosto de ti por inteiro. E falando em gostar, nunca contei, mas eu gosto muito de quem eu sou quando estou contigo, porque contigo eu me permito ser plena, verdadeira.
Contigo eu sei que não há desavenças, não há abandonos. Contigo eu sei que há carinho e afeto. Contigo eu  sei que eu posso ser diferente, porque tu tirastes de mim toda a capa de proteção que eu tinha. Tu nem sabes como eu amo penetrar em teus olhos, ir até a profundeza deles e descobrir todas as maravilhas guardadas por ti.
Agora que eu contei, me abraça e não me deixa ir. Agora não ri das minhas bochechas vermelhas, agora me pega no colo. Agora repete no meu ouvido que eu sou tua, tua, tua e de mais ninguém. É, eu sou.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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