O açúcar do café

Sentada, tomo uma xícara de café desejando sua companhia. Da janela, vejo sua rua e imagino sua rotina tentando encontrar uma brecha para que eu possa me infiltrar nela. Te transformei em meu cedo, ou tarde, demais. Gosto de como a vida é com você. Gosto da rotina que criei, mentalmente, para nós. Boto açúcar para adoçar o café e penso em você para adoçar a vida.
Tentei enxergar a janela do seu quarto ou um vestígio seu. Nada vi. A rua é sua, a casa é sua, mas eu poderia estar ali. Sentada no seu sofá, vendo o seu programa de TV preferido ou um jogo do seu time, que é rival do meu, mas eu não reclamaria porque ao seu lado tudo fica melhor.
O café acabou, mas você não acabou em mim, na verdade receio que seja só o começo. As pessoas passam na rua e eu tento te encontrar, mas esqueço que você não está ali. Eu sei onde você está. Eu deveria estar junto, mas fugi um pouco da rotina e, infelizmente, acabei fugindo de você. Agora estou presa, esperando o tempo passar. Meia hora, meio dia. Espero te encontrar no final disso tudo e ver teu olhar novamente, pra voltar sorrindo pra casa e adoçar minha rotina, que é o que você faz de melhor.
Te ver jogado no meu sofá, assistindo ao meu programa de TV preferido ou um jogo do meu time. Tentar melhorar cada dia seu, como o açúcar melhora o café, porque eu quero ser a sua alegria e mais. Quero te contar meu sonho depois de ouvir o seu. Quero entrar na sua rotina, mas não nos transformar nela. Quero virar sua vida de ponta cabeça e ser o algo que faltava. Quero mais do que te completar, quero te transbordar, te mostrar que o amor sempre adoça a vida do mesmo jeito que o açúcar sempre adoça o café.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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