E os dias vão acabando lentamente, enquanto o ano vai se despedindo quase como quem corre. E você se vai. Você vai e eu vou pra sei lá eu onde dentro do meu coração. E você ainda não vai saber de nada? Eu me pergunto e te pergunto através do meu olhar e dos meus carinhos. Carinhos, tapas, olhares, vergonhas. Eu tenho vergonha do meu desconforto perto de você. Eu não consigo tirar os meus olhos dos seus, que carregam a noite, pois têm o brilho de todas as estrelas do mundo. E eu te amo secretamente, tão secretamente que todo o mundo sabe, menos você. E eu escrevo pra você mais uma vez, e você nunca lê. Eu queria dar um tapa no seu rosto e dizer o quanto você é idiota por não ver o quanto eu quero você, mas eu tenho um fascínio pela sua face, um fascínio tão grande que o tapa doeria em mim. E eu fico perto de você, aponto meus pés na sua direção, meus pés, mãos coração e cada fio do meu cabelo. Todos atraídos magneticamente por você. E fica tudo ao seu lado, achando lindo até quando você demonstra que não me quer por perto. E meu lado racional do cérebro se desliga, e eu tenho você, você, você, mais uma vez você brincando de marionete comigo. Se você quer carinho, eu faço, quer ficar sozinho, eu deixo, quer o mundo pra você, eu tiro todas as pessoas dele e ainda vou embora. E agora eu apertei o play naquela música que me faz lembrar de você, que diz que você sempre vai ser o meu trovão. Mas você é mais do que isso, você é toda a minha tempestade e todo o meu sol. Todos os meus problemas e a solução deles. E que eu tentei ler as entrelinhas, tentei ler seus olhos. Mas eu fui mais além, eu tentei ler seus movimentos, seus sorrisos, tentei fazer com que seu sub-nick fosse pra mim. Deixe-me te sentir em minhas veias, veias, pele, células, fígado e rins. Deixe-me te sentir em mim e te mostrar que eu posso te fazer feliz. E eu passei mil anos tentando esconder de você que eu nunca te quis mas a verdade é, eu sou tua desde a primeira vez que meus olhos pousaram no teu sorriso. Simples assim, sou tua desde a primeira vez que meus ouvidos captaram o que podia ser um resto de onda sonora produzida pelas suas cordas vocais. E faz tanto tempo que eu nem sei se faz 4 meses ou 4 anos, e não importa o tempo, importa que eu ainda estou aqui, e que você ainda não é meu e que eu ainda não me conformo. Por sua causa, meu bem, eu fui do céu ao inferno em 24 horas e você até tentou me puxar de volta pra terra, e eu voltei, meio cabisbaixa, cansada, chorando. Como sempre, derramei lágrimas por você, aquela noite que dormi abraçada ao meu travesseiro, foram de alegria, todos os outros dias foram de tristeza, de vontade, de inconformidade. Hoje eu não choro, mas eu tenho uma vontade imensa de te abraçar e te contar que eu sou feliz por você estar aí, mesmo que você esteja e só, eu podendo te ver, meu bem, é o que acende o amor. E hoje eu lembro que tudo o que eu fiz desde que te conheci, foi por você, seja pra te esquecer, pra chamar a sua atenção, pra te fazer sorrir, pra poder te abraçar, te fazer dormir. Eu fiz tudo e você, bom, você está aí, e é o que eu preciso. Mas eu não quero mais você aí. Eu quero você aqui, aqui do meu lado, aqui no meu abraço, de baixo do meu cobertor, aqui dentro da minha casa, dentro da minha vida, em cima do meu sofá, do lado da minha mão pegando na tua. Quero você em todas as direções, mas comigo porque eu prometo, meu bem, te fazer feliz. E se eu não fizer, aí você volta pra aí, mas deixa eu tentar, deixa eu ao menos saber que se não deu certo é porque não era pra ser e não porque eu não tentei. Deixa.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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