Mais clichê do mundo

Vivo constantemente procurando alguém. Alguém que não conheço a face nem o tom da voz, apenas alguém. Alguém que possa me completar, que conheça minhas manias e defeitos e ainda assim me ame, me queira por perto. Procuro alguém que bata em minha porta quando eu menos esperar, alguém que quando eu abra a porta cante e toque Boulevard of Broken Dreams e diga que sabe o quando eu ando apaixonada por essa música ultimamente. Quero, e não só quero como preciso de, alguém que chegue na minha casa para fazer nada, para fazer um campeonatinho de qualquer coisa boba, que fique me irritando e que quando eu ganhar, diga que me deixou só para me ver brava e depois rir de mim. Eu quero alguém que seja meu amigo, meu namorado, meu ficante, meu sonho, minha cola, minha saudade, meu grude. Eu quero alguém que me faça sorrir só por aparecer. Eu quero alguém que faça do meu, um romance bem clichê, assim como esse texto. Eu quero porque já não aguento mais ter que me completar e viver sozinha. Eu quero alguém que diga que esteve me esperando durante todo esse tempo, porque já não aguento mais encontrar pessoas que não me encontram. Eu quero alguém que seja parecido comigo, mas que sempre me surpreenda. Alguém que não tenha vergonha de escrever o quanto me ama, alguém que não enjoe de mim por me ver todos os dias, e que não deixe eu enjoar também ou cair no comodismo. Eu quero alguém, e apenas alguém, que eu possa olhar, pensar e sorrir, como é bom estar com você.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

2 comentários:

  1. Triste mas inegavelmente, a maioria dos que encontramos apenas nos acentua a solidão.
    GK

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