Interrogações

E eu passei por sonhos, lugares, carícias, solidões, apegos, desapegos, amores, encantamentos e por tudo o que se pode passar. Eu já passei e agora não sei onde eu estou. Talvez eu ainda esteja dentro da carícia simples e sincera ou eu estou afogada na fria e obscura solidão. Eu me apego fácil e nunca me desapego, tudo que passa no meu caminho é meu, tudo o que passa no meu caminho vai ser sempre meu. Pessoas, sentimentos, objetos. Essa minha mania de me perder quase de propósito, confesso que não me agrada, não me agrada pois sinto-me a pior das pessoas, sinto-me ferindo e dilacerando tudo. Em mim, nos outros. Sinto-me suja, sinto-me enganando a mim mesma. Mas a culpa não é minha, é do meu subconsciente que detecta os buracos e tenta preenchê-los, mas quantos buracos ainda estão abertos e permanecerão ali, fundos e escuros. Eu me engano da maneira mais consistente que eu acredito nas minhas próprias invenções, que eu acredito que estou certa quando não há certo e errado. É uma questão de fazer ou não, mas como eu sempre opto pelo não, fica tudo na mesma. Fico eu acreditando que podia ser melhor, fica meu subconsciente tentando tapar os buracos e fico eu me perdendo nas interrogações.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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