Little Tom

A morte é lenta, e ela dói. Tomei-te em minhas mãos, procurando acalmar-te, eu era tudo o que tu tinhas agora, não podia te desapontar. Mas eu o fiz. Teu coraçãozinho acelerado, como eu nunca havia notado-o? Notei tarde demais. Ele parou, junto com seu último espasmo em minhas mãos. Filhotes não sobrevivem longe de seus ninhos, eu já deveria saber. O canto dos pássaros é mais triste agora. Deixei teus olhos vidrados captarem seu último feixe de luz e o levei para a sombra de uma árvore, te vesti com folhas semas e te pus para dormir, em um sono eterno.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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