sobre copos, fugas e velocidade


Você pode correr, a estrada está aí. Mas bem, é isso que você quer? Fugir de tudo, sair à francesa, só pra poder passar bem. Não vou reivindicar sue atos, nem poderia fazer isso, afinal também já fugi de muita coisa. Eu corro, eu corro pra longe, mas, talvez por insegurança ou ingenuidade, eu sempre volto. Dou meia-volta, e olha que não gosto de metades, e acabo voltando ao local de partida. E quanto ao meu desgosto pelas metades é que elas não deviam existir, porque ou você vê o copo meio cheio, ou meio vazio, e aí você escolhe o que você quer. Se ele estiver meio vazio você correrá mas se arrependerá por ele não estar vazio, e não vai ser a primeira vez nos últimos dias, mas se ele estiver meio cheio você se enche de um pseudo-orgulho, porque no fundo, você sabe que ele não está completamente cheio. Falando assim parece um exagero, mas bem, é verdade, ou você corre de encontro ou foge. Ninguém quer ficar ali parado vendo tudo acontecer, nem mesmo eu com a minha preferência de nunca me envolver nas correrias do dia-a-dia, mas é quase uma obrigação, assim como todo mundo, eu não quero ser atropelada pelo vendaval que passa todos os dias.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

Nenhum comentário:

Postar um comentário