Contemporização.


Nunca soube ao certo quem eu queria ser, nunca imaginei quem eu viria me tornar. Em um mundo tão grande e cheio de formas e cores, luzes e sabores, nunca encontrei nada, nem alguém, que fosse como sou. Perdida como sou. Mesmo sendo altamente determinada e forte, no momento estou cheia de perguntas sobre meus caminho e decisões. Ninguém as responde, nem mesmo eu, que com toda a minha frieza contida, levo questões simples tão a sério a ponto de derreter minhas emoções vertiginosamente.

Não tenho mais todo o tempo, corro agora atrás da resposta que ignorei durante todo o tempo e todos os meus passos. Tomar uma decisão precipitada, ou não? Voltar até que resolva ir embora novamente ou ficar longe até sentir que meu corpo implora que eu volte? No momento, vou só contemporanizar.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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