“Quantos Sonhos o mundo já levou de você?”




Sempre sonhei demais, sonhar dói bem menos do que viver, é bem mais fácil, exige bem menos esforços, e confesso, é bem mais excitante. Minha maior mania sempre foi me perder em sonhos e acreditar cegamente em cada um deles e ainda sempre achei que eles fossem realidade, por mais longes que estivessem.
Mesmo com toda essa crença, sempre tive sonhos meio perdidos, sonhos deixados no caminho e até alguns que o tempo levou, como se areia fosse. Em compensação, sempre tive novos sonhos, e a cada novo sonho eu me perdia e me afogava, mais e mais, e acreditava em cada coisa que eu criava pra fugir da realidade.
Nunca separei a verdade da ilusão, os meus sonhos sempre fizeram parte de mim e de tudo o que eu faço. Tanto que já me perdi, de verdade, em um mundo de sonhos, que eu havia criado, já idealizei coisas que nunca aconteceriam, e de fato, não aconteceram, mas eu levei tudo isso pro mundo real, pra minha vida, e de novo, sem querer, eu me perdi.
Até que ponto vale a pena deixar de viver pra sonhar? Até que ponto vale a pena deixar de sonhar pra viver? Abandonar os sonhos pra apenas existir não é algo que se faça, já abandonar a vida pra sonhar, as vezes, se feito com moderação, é necessário, mas o problema, é que isso é um vicio, é algo que não queremos parar nunca, autocontrole.
Meus antigos sonhos, em sua maioria, ainda vivem dentro de mim e ainda se manifestam quando eu preciso deles, e eu nunca os abandonei de verdade, tampouco, deixei de sonhar coisas novas. Essa é a minha rotina, é o que me faz ter forças pra seguir em frente, e o que me faz acreditar que as coisas vão dar certo. Uma dose diária de sonhos não faz mal a ninguém.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

Um comentário:

  1. Oie, Ju. Gostei do post e do blog. Há tempos n atualizo o meu. bj.

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