Prova de Fogo


Minha mente está sóbria e vagando por uma rua qualquer. Já não tenho muitas escolhas nem muitos pensamentos. A noite cai e não me deixa ver. Talvez eu esteja despreocupada demais e não levando as coisas em conta, mas nada e demais e nada deve ser levado em conta. Não agora. Pequenas coisas são lembradas, não são grandes feitos que ficam a margem da memória, pequenas palavras e gestos quase imperceptíveis e sem pensar.
Permaneço em silencio por não saber como agir, eu nunca soube ser testada. Prova existencial, eminente. Existir apenas não vale a pena e não há nada mais dócil que o açúcar, pelo menos, aparentemente, não. Amáveis animais correndo. Folhas caem. Entardece. Sorrisos, separados. Eu lembro-me quando estavam juntos. Doces, como o açúcar.
Alguns passos, voltas no relógio. Algumas coisas nunca mudam. Algumas coisas nunca são as mesmas. Minha mente já não está sóbria e continua vagando por uma rua qualquer. Hora de eu acompanhá-la.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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