Fita métrica



Nunca esperei nada vindo de você, sempre me surpreendi com tudo. Sempre adivinhei seus atos, segui teus passos e até me perdi com você. Nunca acreditei nas mentiras, e sempre houve uma superproteção vinda de minha parte. Sempre caí nas suas histórias, mergulhei nas tuas palavras e me perdi na imensidão de teus olhos.
As flores e o parque não fazem sentido, os filmes não tem graça. As ruas ainda tem as pegadas e o ar ainda é o mesmo, me levam sempre pro mesmo lugar.
Nunca soube ao certo o que fazer, eu nunca li o manual de "Como Não se Perder". É, eu ainda me perco e não posso evitar, em tudo, em todas as coisas, eu ainda não aprendi a não chorar e também como não sorrir ao ver tudo passando em pequenos slide shows na minha memória, que confesso, anda pouca e sobrecarregada.
Pedras no caminho, o caminho é longo, e nada importa mais. Eu sei que posso pular tudo e mover as coisas, até que elas estejam em seus devidos lugares. Eu sei disso.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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