livro esquecido, café amargo e Engenheiros

As vezes, confesso, é difícil de dormir. Uma xícara de café, amargo, ao lado da cama e um livro que eu nunca terminei de ler. A história dele parece tão desinteressante, tão perfeita demais, tão perfeita quanto o sabor amargo do café. Minha janela, pra variar, já foi fechada, não tenho nem as estrelas pra olhar agora, não tenho papel ou caneta para escrever esse texto, confesso, ele está apenas em minha mente. Não sei, juro que não sei como acabar com essa minha mania de, bem você sabe, querer sempre e sempre mudar, de opinião. Larguei tudo em cima da mesa, todos meus pertences bagunçados, minhas ideias esparramadas em pequenos papéis finos, escritos em uma letra, que confesso, nem eu entendo. Toda vez que falta luz faltam-me os sonhos, mesmo que eu não precise de luz para dormir, eu preciso dela para pensar, para ver, e bom você sabe o quanto eu odeio e amo a escuridão. Você me conhece como ninguém, e do mesmo jeito que todo mundo, são tantos os paradoxos, acho que tenho que deixar de pensar tanto. No meu rádio, alguma musica do Engenheiros do Hawaii, melodia sempre tão calma, tão sonolenta, mas eu não estou com sono. Dormir agora, seria o melhor que eu poderia fazer, mergulhar de corpo, e alma, nos meus sonhos, tocar em você e pedir para não acordar, pedir para te trazer pra minha realidade. E as horas vão passando, e o sono, talvez um dia ele chegue, talvez ele me leve com ele até você...

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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