Fly Away.


Já posso voar, sei disso, tenho forças suficientes, minhas asas estão grandes, gigantes, e me suportarão. Sinto meus pés saindo do chão por vontade própria, e é incrível, eles sabem o que fazer e estão loucos para isso. Sei que eu ainda não tenho coragem para fazê-lo, mas minha vontade de ir além é tão, grande e o céu está todo aí, pronto para que eu simplesmente voe. Se eu cansar, posso deitar nas nuvens, eu posso brincar com os pássaros e eu posso simplesmente descer quando for preciso. Eu posso viver voando, olhar a Terra apenas com olhar de observadora, sem ao menos viver um pouco e ter uma vida leve e perfeita. Não sei se eu quero. Não quero bater em nada e cair, mas também não quero continuar aqui, presa, com essas asas tão fortes que eu tenho. Vou começar aos poucos, vou voar baixo, vou voltar ao chão por algum tempo, e recomeçar o voo. Assim será, até que eu tenha certeza de que a tal turbulência já não pode me afetar, me balançar, e por hora, me derrubar.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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