Ela tinha um segredo. Não conseguiria mais entrar naquela casa. Ela fitava a porta de entrada com olhos de quem não tem coragem, ela fitava a porta com um nó na garganta e o peito com uma vontade extrema de desabar. Havia pessoas que reclamavam sua falta de aproximação daquela casa, mas ela não poderia chegar mais perto, aquilo a enfraquecia completamente, ela sabia, que se se aproximasse mais daquela casa, lágrimas brotariam em seus olhos e molhariam sua face. Deixara por lá algumas lembranças da infância, perdera por lá uma pessoa querida. Já fazia tempo, verdade, anos, mas ela lembrava-se como se fosse hoje, de alguns momentos que passara lá, perdera tudo. Aquela casa ainda tinha o mesmo cheiro e praticamente a mesma aparência, com certeza as marcas ainda estavam lá. Sentia-se triste por não poder superar, mas a dor ainda a incomodava. Sempre a incomodaria.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

Um comentário:

  1. São tantas coisas que as vezes não nos permitem continuar, mas é assim que a vida anda,um passo de cada vez

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