Falso cinza

Mais um dia cinza, a claridade, pouca claridade, que havia vinha de um sol tão escondido entre as mais escuras nuvens de chuva que já puderam existir. O vento estava gélido, frio, muito mais do que isso. Na verdade não, mas era assim que ela se sentia, suas mãos estavam castigadas pela falta de algo, alguém, aquele alguém, a angustia percorriam entre seus dedos. Não precisava ser assim tão difícil. A noite chegou rápido para ela, ela esperava poder ouvir seu telefone tocar e quem sabe atender, não teria forças para ligar. Ela esperou, esperou, esperou...
Sentada quieta, lembrando de um rosto, uma voz, e nada podia apagar aquelas lembranças, por mais tarde da noite que fosse ela se mantinha acordada, ao lado do telefone, esperando que pudesse mais uma vez ouvir aquela voz. Doce e suave voz.
Acordou. Era mais um pesadelo. Ele estava ao seu lado, seu sorriso era tão radiante como a luz do sol lá fora. Céu azul. Acalmou-se e depois de tudo percebeu que apesar de tudo, ele estava ao seu lado.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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