Eu posso sentir.

Eu estava ali, sentada como se fosse estar ali o tempo inteiro. Borboletas voavam e o céu brilhava intensamente. Calmaria no ar, era o que eu precisava. Sonhava acordada, pensava em tudo, não pensava em nada. Sonhos confusos caíram por terra. Conturbados como a minha própria apreensão. Minha violencia me assusta, sinto-me assim durante muito tempo ultimamente, já não consigo mais esconder essa minha vontade de tudo, e de nada, essa minha vontade de sair por ai gritando com tudo e com todos, com qualquer um que não estivesse de acordo comigo. Uma violencia interior, onde os meus pensamentos se chocam e entram em conflito. Mas externamente há a paz que eu procuro. Uma brisa quente sopra e bagunça meus cabelos, é engraçado mas isso me deixa bem, faz eu me sentir bem. Olho para o jeito engraçado e ao mesmo tempo gracioso de umpássaro voar, e isso acalma qualquer tipo de violencia que possa haver em mim. Estou bem.

19 anos, taurina. Escritora de gaveta, cantora de chuveiro e futura CSI

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